Palestrante reuniu pais, alunos e educadores para falar sobre comportamentos e condutas adequadas frente a realidade virtual

O que mudou na sociedade com o avanço do uso da internet no cotidiano da família brasileira? Será que a sociedade está preparada para lidar com as questões que envolvem essa nova realidade? Para responder a essas questões, o Colégio Rio Branco levou a advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em Direito Digital, para proferir a palestra ‘Família Protegida – como educar a geração digital no uso ético, seguro e legal da Internet e novas tecnologias’.

A especialista iniciou sua abordagem enumerando as diferenças de gerações. Primeiramente, destacou o fato de os pais serem da era analógica, enquanto os filhos pertencem à era digital. “Essa diferenciação gera uma gama de aspectos sobre esse novo modo de vida. Muitas vezes os pais permitem que seus filhos tenham os equipamentos tecnológicos, mas desconhecem que a posse desse universo significa muitas mudanças”, diz Patrícia, explicando que, atualmente, por exemplo, as maiores testemunhas da sociedade são as máquinas e completou: “Outro dia presenciei uma situação pitoresca em um consultório, no qual uma criança bateu uma série de fotografias das pessoas que estavam na sala de espera do consultório até que uma delas reclamou ao pai que não gostaria de ser fotografada.”

A especialista destaca que os pais devem fazer uma enorme reflexão sobre o uso e a conduta no universo virtual que os filhos tem feito atualmente. Destacou inclusive que em geral as pessoas não lêem os termos de uso dos e-mails grátis quepassamos a usar, lembrando que na maioria dos provedores, há a cláusula que dá direito ao site hospedeiro dispor do conteúdo dos e-mails gratuitos.

Ela reforçou que é essencial ensinar os jovens e crianças uma série de habilidades para navegar no mundo digital de forma ética. A primeira dica foi sobre a importância de ensinar aos filhos os valores vigentes. “É fundamental que os pais conheçam a forma que o filho atua na internet e, por exemplo, conhecer a rede social que a criança participa”, conta Patrícia.

Outro tema levantado na palestra foi à necessidade de as pessoas conhecerem as portarias e leis que existem sobre o mundo digital. “Sem conhecer esse universo é muito fácil de uma criança se descuidar e estar cometendo um delito sem ao menos se dar conta, como por brincadeira, por exemplo, o uso de uma identidade falsa”.

Patrícia destaca os seguintes itens a serem levados em conta: proteção à privacidade do ser humana, direito ao uso de imagem, liberdade de expressão, respeito à privacidade.